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NOVOS RUMOS DO CONSUMO, SUSTENTABILIDADE E O FASHION REVOLUTION

Desde o início da pandemia muito se discute a respeito do futuro da moda. Um ponto é unânime, tudo vai mudar, se não já estiver mudado, em vários aspectos, como costumes, relações pessoais, dia-a-dia, saúde e a moda.

Especialistas apontam que o Slow Fashion, carro chefe da moda sustentável deverá decolar e um perfil voltado para o consumo do que eu preciso, irá sobressair em detrimento do chamado consumo pelo consumo, ou o consumo pelo preço bom.

Claro, após o fim da pandemia e haverá uma demanda reprimida pela procura por alguns produtos, e o movimento revenge spending, ou consumo de vingança, inevitavelmente vai acontecer.

Este movimento é ocasionado, devido ao não consumo de alguns produtos por tantos meses, via de regra são produtos advindos do mercado de luxo, como bolsas. Isso aconteceu na China, quando da reabertura da loja Hermès, que em um único dia faturou U$S 2,7 milhões, cuja monta de prejuízo durante a pandemia estava na casa dos 80%.

Assim como o Fast Fashion, acredita-se que o revenge spending, não deverá durar. Isto significa que o Fast Fashion está fadado ao fracasso ou ao seu fim? Afirmar com cem por cento de certeza, é algo perigoso. Porém, se observamos toda a cadeia produtiva de quem alimenta esta rede, certamente, há muito tempo não se mostra a mais acertada, dada por um fato de extrema relevância: não ser sustentável.

Há alguns anos, observa-se a queda no perfil do consumo de marcas clássicas do Fast Fashion, cujos perfis eram de exploração de trabalhadores e não sustentáveis, exemplo mais clássico, é a Forever 21, que durante anos amargurou diversas quedas, não se sustentou e acabou declarando a recuperação judicial.

Outra marca importante, que também decaiu, devido a não inclusão de modelos com vários corpos, foi a Victoria Secrets, que quando realizou uma campanha inclusiva, já era tarde e também obteve resultados negativos para a marca.

Diante disso, o que nós observamos é que atualmente, quem consome moda procura por marcas que prezem por parâmetros sustentáveis, de inclusão, respeitando todos os corpos.

Qual a relação disso tudo com a pandemia do Covid-19 e o Fashion Revolution, que acontece esta semana? Primeiro, após a pandemia, o consumo pautado pelo movimento revenge spending, não irá sobressair ou direcionar todas as relações de consumo que vierem a ser realizadas no mundo, o que é certo, é que ela acontecerá por um determinado período e para um público específico: o do mercado de luxo.

Questões de marcas produtoras de slow fashion, ou que produzem suas peças com base na sustentabilidade, como a utilização do upcycling, por exemplo, ou a contratação de costureiras para a fabricação de roupas próprias, tão comum nos anos 80 e 90, no Brasil, são opções que vem sendo ventiladas em várias discussões.

Segundo, o Fashion Revolution este ano, em uma programação totalmente digital, devido a pandemia, trouxe em quase todas as regiões do Brasil, discussões como estas trazidas neste texto: sustentabilidade, consumo e a influência da pandemia no mundo da moda.


Amanda Oliveira da Câmara Moreira




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